domingo, 30 de outubro de 3014

Casamento Pagão

Resolvemos criar este espaço para que nossos pais, amigos e familiares conheçam um pouco mais sobre nossa história. Para que todos vejam o que o Cosmos uniu. Mente em expansão explodindo em calor do Sol, dia e noite, unidos gerando o amor mais puro e pleno que existe!

Algumas pessoas talvez se perguntem: "Por que um casamento pagão?" E afinal o que é isso?

Cada um tem sua religião e sua crença. Nós, Akhyra e Eu, somos pagãos, seguimos os preceitos da Antiga Fé, temos presentes em nossas vidas os antigos Deuses, somos Buscadores do entendimento da vida e da felicidade plena. Vivemos em harmonia com a Natureza e com o Cosmos. Assim, não poderia ser diferente! Vamos nos casar dentro destes preceitos, dentro de uma filosofia de Fé e Irmandade.

O casamento pagão

A cerimônia pagã de casamento, conhecida como handfasting, é uma simples união entre duas pessoas que se amam e fazem seus votos frente a frente. Ou seja, um ritual de casamento normal, como em todas as religiões. Tem origem européia e era comum em culturas célticas e eslavas. O termo vem do verbo handfast, que na era medieval era a denominação do contrato de casamento.

Existem diversas formas de ser realizada. O casal pode amarrar seus pulsos com fitas, cordas ou cabos enquanto fazem suas juras. Os votos significam um compromisso com a outra pessoa e consigo mesmo. No final da cerimônia, as mãos são soltas, simbolizando que o casal está junto por sua própria vontade.

Também são trocados anéis, que simbolizam uma aliança. A troca de alianças é um costume que tem origem no Paganismo, inclusive.

Quem pode oficiar um casamento pagão? Não há regra, mas geralmente são celebrados por sacerdotes de cada tradição, pois se entende que sejam as pessoas com maior conhecimento ali e tudo o mais.

Geralmente a cerimônia é realizada ao ar livre, a fim de honrar os quatro elementos (terra, ar, água e fogo), e estão presentes todas as pessoas que desejam boas energias ao casal. Os votos do casal geralmente incluem amor, respeito, honra e proteção à família. Podem ser utilizados elementos para dar um ar tradicional à cerimônia, e isso depende da tradição ou vertente seguida pelo casal, mas a cerimônia básica, somente com o essencial, também é comumente realizada. A verdade é que não existe uma maneira fixa de celebrar o handfasting - depende realmente da vertente que o casal vivencia.

Não existe qualquer restrição com relação ao sexo das pessoas que celebram este ritual, assim como não há restrição quando pessoas se amam.

Como se trata de uma cerimônia de caráter religioso, os envolvidos podem querer casar-se também no que chamamos de casamento civil, apenas para oficializar burocraticamente a união, assim como acontece nas demais religiões.

"Pular a vassoura" é uma tradição pagã , na qual o noivo e a noiva pulam juntos por cima do cabo da vassoura é uma antiga forma decerimônia comum de casamento, praticada em certas regiões da Escócia, Dinamarca e China, e muito popular entre os ciganos. Simbolicamente as vidas de solteiro são varridas para o passado.

A palha representa a família, o cabo é o Grande Espírito e o cipó de amarrar significa o compromisso do casal. Para as cerimonias, as vassouras eram enfeitadas geralmente pelas madrinhas da noiva, uma semana antes do casamento em ritual, então meninas se preparem pois teremos muitas coisas a fazer...



sexta-feira, 19 de junho de 2015

Quase um semestre!

Nos aproximamos do nosso primeiro semestre oficialmente casados. Não que isso faça uma real diferença em questão de tempo, pois já moramos juntos a algum tempo.

Porém, é muito gratificante estar deitado, ou seja lá como for, e perceber na minha mão a aliança que marca este nosso status. Me faz lembrar diretamente o sorriso de minha querida Akhyra e seu belíssimo vertido vermelho no dia de nosso casamento em campo aberto.

Todos os dias, mesmo antes do casamento, venho aprendendo algo mais com ela. Posso dizer que não conhecia verdadeiramente o conceito de felicidade até tê-la ao meu lado.

Não acho que um registro civil mude alguma coisa verdadeiramente, mas (e alguém um dia disse que tudo que vem antes do "mas" não importa) é um reconhecimento que ambos fazem, um ao outro de seu amor e compromisso.

Só existe uma coisa que realmente posso dizer hoje:

Gratidão!

Gratidão, Akhyra, por estar sempre ao meu lado. Nos momento bons e nos ruins, nos fáceis, como nos difíceis!

Te amo!

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

De onde vem as Alianças


Provavelmente todos nós estamos familiarizados com o fato da aliança de casamento ou simplesmente o círculo, simboliza a perfeição, a unidade perfeita sem começo ou fim. Para alguns ela representa santidade, perfeição e paz, assim como o Sol, a Terra e o universo.

Acredita-se que os Faraós do Egito foram os primeiros a usar um círculo, sem começo ou fim, como um símbolo da eternidade, mas usar uma aliança como promessa pública de honrar um contrato de casamento não se tornou comum até a época Romana. As primeiras alianças eram feitas de ferro, alianças em ouro com pedras preciosas tornaram-se moda na época Medieval. As gemas mais populares eram simbólicas – o Rubi (vermelho) era a cor do coração, a Safira azul refletia o céu – mas a mais apreciada e poderosa pedra preciosa era o “indestrutível” diamante.

Dois mil anos depois os gregos passaram a acreditar que o dedo anular esquerdo possuía uma veia ligada diretamente ao coração e que este poderia ser atraído com um ímã. Daí surgiu o uso do anel de ferro neste dedo, para que os casais permanecessem atraídos um pelo outro para sempre. Os romanos adotaram o mesmo costume e a igreja conservou a tradição até nossos dias, quando se observa a diversificação de materiais nobres, como o ouro e a prata, que traduzem o precioso amor entre os casais.

Os materiais: os principais materiais com que são feitas as alianças são o ouro amarelo, o ouro branco (ou platina) e prata, sem adornos ou ornamentados com pedras preciosas e semipreciosas.

Foi em 1549 no Livro de Orações Comuns que foi designada a mão esquerda como “mão do casamento”, uma tradição reconhecida até hoje em todo o mundo.

Outro fato interessante é que até o século XIII não havia aliança de noivado ou compromisso. O Papa Inocente III declarou que deveria haver um período de espera que deveria ser observado entre o pedido de casamento e a realização da cerimônia matrimonial. É por isso que hoje existe um anel de noivado e depois a aliança de casamento. O primeiro anel de noivado de que se tem notícia foi aquele dado pelo Rei da Alemanha, Maximiliano I, a Maria de Burgundy em 1477.